3.30.2010

ignorance is bliss

porque será que nos recusamos a ver a verdade mesmo quando ela está à nossa frente? seremos tão egoístas que apenas desejamos ver aquilo que queremos, ignorando tudo o resto? porque parece que gostamos de fingir que está tudo bem. não, não parece, gostamos mesmo. tudo tem de estar numa perfeição imaculada, numa rotina desenhada com cuidado de forma a evitar todo o tipo de anomalia ou fuga ao padrão. porque os nossos olhos, o nosso ser, filtra a realidade, ajustando-a, recusando-se a ver. pintamos o mundo de cor-de-rosa, usamos lentes mágicas que cobrem o que é estranho. e por isso o estranho é tão estranho, porque as lentes deixaram de funcionar, porque a pintura começa a descascar. e isso é inadmissível, inaceitável. porque o que é diferente não cabe no mundo perfeito pintado de cor-de-rosa. é feio, não cabe e por isso deve ser removido. então fechamos os olhos, e tudo volta a ser perfeito. os problemas escondem-se nas sombras e deixamos de os ver, voltando às nossas rotinas perfeitas. ignorance is bliss

3.25.2010

How Long?

How long until you notice me?
                     until I'm no longer invisible?
                     until I'm no longer unheard?
                     until I find thee courage to be me?
                     until I manage to tell you the truth?
                     until you believe me?

How longer must I wait until I can finally be taken seriously for who I am? Until people stop looking past me, and seeing me as something as I'm not. How long must I wait for someone to free me... to free myself.

I'm sick and tired of waiting.

2.28.2010

Morning after dark



When the cats come out the bats come out to playy Yeahh
In the morning after
The dawn is here, be gone be on your wayy Yeahh
In the morning after
When the cats come out the bats come out to playy Yeahh
In the morning after
The dawn is here, be gone be on your wayy Yeahh
In the morning after Dark

2.11.2010

- acho que vou bazar...

- o quê?

- vou bazar.

- mas vais bazar pra onde?

- sei lá eu...

- então e vais bazar?

- mas tu és surdo ou lento? já te disse que vou bazar, pronto.

- ok...

- é só isso que dizes, ok?

- que queres que eu diga?

- sei lá...

- então...

- então o quê? estou eu para aqui a dizer que me vou embora de vez, talvez nunca mais volte e a única coisa que tu sabes dizer é 'ok'?

- ...

-  ...

- olha

- o que é?

- posso ir contigo?

1.09.2010

Fairy tales do not tell children the dragons exist.
             Children already know that dragons exist.




Fairy tales tell children the dragons can be killed.


-G. K. Chesterton